A Freguesia de Bucos

Final dos anos 30

Final dos anos 30

Vila Boa - anos 60

Vila Boa – anos 60

O último pisão que resistiu até ao início dos anos 90

O último pisão da aldeia, que resistiu até ao início dos anos 90

Centro da aldeia de Bucos - anos 70

Centro da aldeia de Bucos – anos 70

Rancho das Capuchas de Bucos – anos 40

Vila Boa – anos 80

1938 Carrazedo (Bucos)

1938 – Carrazedo (Bucos)

Espigueiro de Carrazedo ( o maior espigueiro de Portugal)

Bucos, outrora “S. João Baptista de Bucos” é uma das dezassete freguesias que fazem parte do concelho de Cabeceiras de Basto.
Bucos já andou nas bocas do mundo através do lugar de Carrazedo que foi considerado em 1938 uma das aldeias mais portuguesas de Portugal, hoje muito alterada.
De cariz silvestre e místico, encaixada pelas serras da Cabreira e Barroso, e ainda pelo Alvão e Lameira, é beneficiada pelos cursos de água do Peio, do Carrazedo, do Loureiro, do Àgua Telhada, que correm em direcção ao Tâmega, fertilizando campos de milho, movendo ainda alguns velhos moinhos e noutros tempos os pisões, não falando é claro da boa pesca que proporciona a apanha da truta e do escalo.
Os campos e as serras, vestidas de pastagens na Primavera, dão lugar a uma pecuária privilegiada, com destaque para a criação de gado bovino (raça Barrosã) e do gado ovino e caprino.
Igualmente podemos encontrar nestes montes, e com certa abundância, coelhos, javalis e corças.
Também nota reveladora destas gentes, e que completa o sentido ímpar da freguesia, é o Jogo do Pau”, esgrima nacional por excelência e apreciada na região e no país.

Carrazedo de Bucos
Meu Deus, como isto é grande, e belo, e forte!
Que drama e que cenário! O lobo, às vezes,
desce dos altos procurando as rezes.
que um búzio chama para ir à morte.

Nos lares rudes, bárbaros, à sorte
tam pródiga e tam dura nos revezes,
cobre-os de neve torturados meses
sem que um raio de sol os reconforte.

O` que trágica e linda aldeia esta!
Sente-se a luta em cada teto escuro,
sente-se a Fé em cada olhar em festa.

E a Graça, tanto a protegeu nas azas,
que das suas mulheres o seio puro
modela-se em granito como as casas.

GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA
(Aldeias Portuguesas, com ilustrações de Paul)